domingo, 22 de fevereiro de 2009

óscares 2009 - antes

voltei.

mais relaxada e preenchida e saudosa.

e hoje é dia de óscares. pela 1ª vez na vida vou vê-los em directo, com pipocas, coca-cola com gelo e limão e uma mantinha. para alguma coisa há de servir estar desempregada!


gostava que ganhasse:


Best Picture
Slumdog Millionaire

Best Director
Gus Van Sant - Milk

Best Actor
Sean Penn - Milk (mas só porque ainda não vi o Wrestler, no qual o Mickey Rourke me parece estar brilhante)

Best Actress
Meryl Streep - Doubt (mas eu acho sempre que ela devia ganhar)

Best Supporting Actor
Heath Ledger - The Dark Knight

Best Supporting Actress
Penélope Cruz – Vicky Cristina Barcelona

Best Animated Feature Film
Wall-E

Best Original Screenplay
Andrew Stanton, Jim Reardon, Pete Docter - Wall-E (apesar de só ter visto também o Milk)

Best Original Score
Slumdog Millionaire

Best Original Song
O Saya - Slumdog Millionaire (porque quando começou me vieram as lágrimas aos olhos e porque adoro a M.I.A.)

Best Film Editing
Chris Dickens - Slumdog Millionaire

Best Makeup
John Caglione, Jr., Conor O’Sullivan - The Dark Knight (eu sei que o Brad Pitt estava muito bem, mas eu não consigo esquecer-me do trabalho que fizeram com o Joker...)


quanto aos outros nomeados não me posso pronunciar. melhor documentário, guarda-roupa, edição de som, filme estrangeiro, efeitos especiais, argumento adaptado, por aí fora. ou porque não vi/li a maior parte ou porque não percebo nada do assunto e não consigo apreciar devidamente.


à 1h na TVI.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

apesar de usar máquina digital e compreender todas as vantagens que têm, para mim não há nada como uma oldschool. esforçamo-nos mais para disparar só quando vale a pena em vez de disparar a torto e a direito, a qualidade das fotografias é outra e têm aquele toque a antigo. acima de tudo, a surpresa que temos quando vamos buscar as fotograficas é insubstituível...


hoje revelei um e tinha verão e inverno, tinha barcelona, país basco, picos da europa, salamanca, algarve, viena e lisboa.































































































a maioria não está nada de jeito, mas são todas especiais.
canon = <3

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

recuerdos #1


como tenho vindo a referir, tempo livre é aquilo que tenho de sobra. como consequência, e visto que divido o meu tempo entre a casa do meu pai e a da minha mãe, ambas as casas têm sofrido mudanças drásticas.

na da minha mãe (onde vivo há mais tempo e acumulei mais tralha) tenho deitado quilos de "lixo" fora (recordações antigas ridículas, tipo pedras, fechos éclair partidos, bilhetes de metro, etc, e aquelas coisas que estão estragadas mas de que gostamos tanto que vamos guardando anos a fio, tipo estojos e mochilas e ténis já meios podres) e mudado móveis de sítio (aquelas mudanças que queremos experimentar mas que dão tanto trabalho que vamos sempre adiando).

na do meu pai a diferença é que nunca há loiça nem roupa por lavar, podia-se comer no chão das casas-de-banho (ousaria mesmo dizer nas sanitas, se não fosse uma ideia tão nojenta...), está sempre arrumadinha, e há sempre um jantarinho bom todos os dias.

portanto são assim os meus dias. anda uma pessoa a estudar uma vida inteira para isto... mas enfim, esta é uma divagação que fica para outras núpcias.

ora, quando se remexe em caixas de recordações, uma coisa que podia demorar meia hora a despachar, leva o triplo do tempo porque a pessoa mergulha nas mesmas. ri-se, chora, emociona-se, envergonha-se, fica triste, fica nostálgica, fica alegre, e lembra-se de várias partes da vida em que já não pensava há muito tempo. mas sai sempre rejuvenescida.

uma das coisas que vi ultimamente e que achei piada é o texto que escreveram sobre mim no final do 12º ano.


nada está actualizado (morada, números de telefone, mail, corte de cabelo!!! só o nome é que se mantém), mas é lindo ver como a betalhada dos maristas me via: "boxers de fora das calças 10 números acima a combinar com uns ténis do triplo da largura dos pés". e terem-me nomeado "miss radical", whatever that is, logo a mim, que de radical não tenho nada. e é giro eles chamarem-me "dread", dizerem que eu usava "correntes" e nunca percebi o que quer dizer "buéda radi, man, iô"... será que eu era uma motoqueira do hip hop e senil simultaneamente?... eu com aquele arzinho inocente e relaxado de quem só quer que a deixem em paz!

e já não me lembrava que me chamavam tangie (tempos de IRC) e que estava sempre a dizer "boom, já estás!" :)

ai ai... recuerdos de uma outra vida.









don't you let those tears quench the thirsty ground

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

ah!...

... e, peloamordedeus, vão já para o cinema!







quando a M.I.A. começou a cantar naquele momento emocionante, eu pensei que ia morrer... a sério: <3!

reflexões #17


há pessoas que amamos tanto que não precisamos que nos amem de volta. amores tão grandes tão grandes que são de ida e volta.


e às vezes... às vezes chegamos a ter o privilégio de ser correspondidos. quando isso desaparece continuamos a ter o eco do que nós sentimos, que é, ainda assim, demasiado grande para se poder ignorar.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

homenagem #15

Quando

Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta
Continuará o jardim, o céu e o mar,
E como hoje igualmente hão-de bailar
As quatro estações à minha porta.


Outros em Abril passarão no pomar
Em que eu tantas vezes passei,
Haverá longos poentes sobre o mar,
Outros amarão as coisas que eu amei.


Será o mesmo brilho, a mesma festa,
Será o mesmo jardim à minha porta,
E os cabelos doirados da floresta,
Como se eu não estivesse morta.


Sophia de Mello Breyner Andresen

ando muito poética, eu, não sei o que se passa.

a homenagem de hoje vai a esta senhora. novamente, gosto desta poesia pelo realismo duro dela, sem pretensiosismos, paulo-coelhadas ou ocas filosofias.

mas gosto em particular de uma frase. a frase que, em 26 anos de literatura lida, mais mexeu comigo. não o meu livro ou poesia preferidos, não o meu conto, texto ou página preferidos, nem sequer a minha quadra ou pensamento preferidos - uma frase. não a frase mais bonita, mais bem construída ou mais poética ou romântica, mas a que mais mexeu comigo, mais me fez pensar, mais abalou as minhas convicções.


"Outros amarão as coisas que eu amei."



a uma frase perfeita nada se pode acrescentar.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

homenagem #14

Anti-Anne Frank

Esta criança esquálida,
de riso obsceno e olhares alucinados,
nunca apertou nas mãos a fria face pálida,
nunca sentiu, na escada, as botas dos soldados,
nunca enxugou as lágrimas que aniquilam e esgotam,
nunca empalideceu com o metralhar de um tanque,
nem rastejou num sótão,
nem se chama Anne Frank.

Nunca escreveu diário nem nunca foi à escola,
nem despertou o amor dos editores piedosos.
Nunca estendeu as mãos em transes dolorosos
a não ser nos primores da técnica da esmola.

Batem-lhe, pisam-na, insultam-na, sem que ninguém se importe.
E ela, raivosa e pálida,
morde, estrebucha, cospe, odeia até à morte.

Pobre criança esquálida!
Até no sofrimento é preciso ter sorte.


António Gedeão, o escritor, a.k.a. Rómulo de Carvalho, o professor.


é capaz de ser o meu poema favorito de sempre. não gosto de poesia, mas a dele mexe comigo, exactamente por não ser pretensiosa e por ser tão realista que faz doer qualquer coisa cá dentro.

a primeira vez que manifestei o quanto gostava da poesia dele à minha avó, ela disse-me que também gostava muito. "ainda bem que se tornou poeta!, ao menos fez alguma coisa de jeito na vida" - disse ela.

e depois explicou-me que, antes de ser escritor, ele foi professor de físico-química dela, o pior professor da história dos professores. punha as meninas a chorar e humilhava os rapazes em todas as aulas. e ainda se metia com as meninas, que tinham à volta dos 14 anos! oferecia cigarros à minha avó para convencê-la a ficar na aula depois da hora a conversar com ele, o que me faz pensar se foi ele que fez com que ela começasse a fumar.
se foi, desejo que onde quer que esteja não consiga respirar. que lhe doa cada pedacinho de corpo a cada inspiração que tente e que não tenha ninguém para lhe dar a mão até asfixiar sozinho.

e, no entanto, adoro a poesia dele. a minha avó também adorava. ainda bem que se tornou poeta!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

boas notícias

quanto mais se dorme mais sono se tem.
quanto menos se faz menos se quer fazer.

estas são as máximas que regem a minha vida nestes tempos de desemprego.

uma das consequências, além de dormir 12 horas por noite e mesmo assim não conseguir acordar com o despertador, é que estou totalmente fora da realidade; isto é, não sei o que se passa no mundo. nada.
quando leio, ponho a literatura em dia (os últimos livros que li que estão aqui à esquerda foram lidos em 3 meses); quando vejo tv, ponho as séries em dia. nada de telejornais, publico online, nem sequer disco digital...

o que me leva ao assunto do dia: o que é que aconteceu hoje?! aconteceu que me levantei às 8h30!!! (não consigo lembrar-me da última vez que isso aconteceu, sinceramente, mas não é esta a parte importante) tratei de uns assuntos, saí para o breve sol que ocorreu nesse preciso momento, a apreciar o facto de ter saído de casa e de sentir contacto com o mundo, entrei numa papelaria e...


NINGUÉM ME TINHA DITO QUE A PREMIERE VOLTOU!!!

ok, não é a melhor revista de cinema de sempre, MAS eu adoro ler coisas em papel, desfolhar em vez de ler online, e é a única em portugal. apesar de o desemprego não deixar muito dinheiro para comprar revistas, desta eu preciso!

e é o número 5! portanto já voltou há imenso tempo, e eu não sabia de nada... se calhar devia ganhar o hábito de despir o pijama e sair à rua, não sei... ahahaha!

ADORO
boas notícias! já ganhei o dia! e um bom dia para vocês também!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

vicky cristina barcelona

"E óptimo é também Vicky Cristina Barcelona, uma comédia sexual de um Woody Allen rejuvenescido e a fazer de Barcelona a sua nova Manhattan, nem que seja só por um filme.
(...)
Penso que Vicky Cristina Barcelona não irá converter quem nunca foi à bola com Woody Allen e talvez também não convença quem caiu no preguiçoso lugar comum que legislou que nenhum filme que ele fez nos últimos anos (à excepção do mais consensual Match Point) e nenhum que ele fará nos próximos, se irá comparar aos que ele fez nos anos 70 e 80. Mas, para mim, é uma pequena e fina iguaria, uma saborosa tapa (para continuar o ambiente espanhol do filme) onde Allen experimenta pôr um pezinho no colorido universo Almodóvar sem deixar de ser ele próprio."


já vi este filme em setembro de 08 em barcelona, e foi o único woody allen que vi até hoje de que gostei. por isso, embora perceba o que o nuno markl disse, a mim o senhor conseguiu dar a volta; volta esta suficiente para me fazer ver filmes seus que ficaram para trás (alguns) e ficar à espera dos próximos. desde que, claro, ele continue no mesmo registo, brilhantemente descrito pelo nuno markl como sendo "um pezinho no colorido universo Almodóvar sem deixar de ser ele próprio". adoro!
embora ache que cerca de 60% do meu entusiasmo tem a ver com o facto de o filme ter saído no ano em que eu vivi em barcelona (os meus flatmates ao saírem de casa quase tropeçaram no woody e na scarlet) e eu ter reconhecido todos os sítios filmados e terem praticamente filmado a minha casa, não deixa de ser um filme que acho que vale a pena ver, nem que seja pela interpretação da penélope cruz e o quanto ela nos faz rir.

2008 em fotografias

a tristeza individual é zero comparada com a miséria colectiva. acho que se estivessemos num satélite em órbita, nos abstraíssemos de nós mesmos e pudessemos olhar o Mundo lá de cima... é provável que não conseguíssemos voltar às nossas vidinhas. é tudo demasiado brutal, desde a natureza à nossa própria violência.














o ano de 2008 imortalizado em fotografias.

estas e muitas mais aqui, aqui e aqui.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

mudanças

tudo na minha vida está em mudança.

2008 foi o ano da mudança: vivi fora, fiz novos amigos, aprendi outra língua, perdi pessoas, acabei o curso.

e 2009 tem mais mudanças para mim. não sei quais e não sei se para melhor ou pior, mas muita coisa está por acontecer (há uns tempos dizia mesmo que tudo estava por acontecer). sinto um misto de expectativa e medo. preciso de mudança mas sei, sinto na pele todos os dias, que há mudanças que são para muito muito pior.


quero rapar o cabelo, passar de 6 para 8 mm.
quero true love lasts forever na pele, quero os que estão longe perto, quero ver-ver-e-ver.
quero/tenho-que always remember ou never forget, e receber os novos na minha cidade.
quero só para sempre outra vez, e quero que as feridas fechem.
quero recuperar a paz que não consigo sentir há 2 anos.


tudo o que quero mudar tem que esperar pela mudança que não sou eu que escolho - nas próximas semanas tenho que mudar, e só depois posso mudar.

começo pelo blog. precisa de um novo look, que corresponda mais ao meu Novo Eu. tem quase 2 anos de vida e nestes 2 anos... tudo aconteceu. o azul clarinho deprimia-me porque reportava a tempos alegres e os quadradinhos a separar cada secção faziam-me lembrar constantemente a ironia da minha desordem. como é que eu ainda não o tinha mudado? não sei, temos sempre medo de mudar. mas chega um dia que tem que ser, é insuportável não mudar.

no entanto, há coisas que permanecem. tanto no blog como na vida. há coisas que ficam iguaizinhas. sempre e para sempre. ainda bem ainda bem ainda bem...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

tenho tão pouco para dizer.



é interessante olhar para trás e ver o quanto mudei ao longo da vida.

comecei por ser a filha exemplar assim que nasci. não fazia birras, "lia" revistas (mas só a Hola, mais nenhuma) durante 1h antes de começar a fazer barulho para me tirarem do berço, não era muito amiga de comer mas também nada de muito grave, na escola era a melhor aluna mas também a mais social, nunca fiquei de castigo, nunca chamaram os meus pais à escola, nunca dei problemas nenhuns. era uma menina introvertida, que só falava quando tinha algo muito importante para dizer e só o dizia com o melhor português que alguma criança já teve.

fui uma adolescente mais chata, no entanto. refilava, usava calções por cima de calças, e boxers de homem com calças apertadas em baixo do rabo, fui suspensa, dava-me com o ghetto todo de massamá, mentia, fugia de casa para sair à noite, tinha más notas, respondia mal, e achava que só o telemóvel, o mIRC e ter muitos amigos é que era importante. passei a ser uma pessoa extrovertida, achava que o importante era dizer as coisas, fosse o que fosse; verbalizar era meio caminho andado para resolver todos os problemas, mesmo que não tivesse pensado antes de abrir a boca.

passada a adolescência as coisas voltaram a entrar no caminho, mas eu tinha mudado. nunca voltei a ser uma pessoa introvertida, nem a melhor em tudo. isso ficou definitivamente para trás. a curiosidade por aquilo que me rodeia nunca desapareceu, mas atingi um equilíbrio em relação à forma como me expresso. não aprendo calada, simplesmente observando, não penso 5 vezes antes de falar, mas também já não consigo falar sobre tudo em qualquer momento com qualquer pessoa.

as coisas mais difíceis que me aconteceram na vida aconteceram nos últimos 7 anos: a primeira vez que lidei com a morte, a escolha do que eu queria fazer para o resto da minha vida, o primeiro amor, o divórcio dos meus pais, o grande amor, e só no ano passado perdi 2 dos meus melhores amigos de toda a vida, os meus avós.

agora vejo e percebo que há coisas grandes demais para as palavras, que é possível que haja coisas das quais não queiramos ou não consigamos falar.

tudo o que sinto neste momento é ainda demasiado forte. e por isso...



tenho tão pouco para dizer.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

viena

2009 começou bem.




















"nha nha nha nha nha!!!"
3+2=7
"nós cá só queremos é pandas e gloriettes!"
"então?! clap clap! quais são os planos pra hoje?"
FM4
"ai... como é que se chama aquela gaja... que entra no... que é com o..."
"flashada no trombil"
"sissi"
"é bom ter amigas assim."


que 2009 continue assim. <3

terça-feira, 6 de janeiro de 2009


até que enfim chegou 2009.
a minha família é a melhor coisa da minha vida e vocês fazem parte dela <3

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

este ano não celebro natal. não vou dar prendas a ninguém, não quero sequer ouvir falar de natal.
a única coisa que quero deste natal é estar com os emigrantes. só porque é que a única altura do ano em que toda a gente está no mesmo país.
façam portanto as malas e venham-se embora. só isso. quero encher-vos de <3.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

mas de qualquer modo o mundo não é justo nem nunca foi. tudo pode acontecer. e isto não é animador.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

espero que 2008 não esteja a ser uma preparação para 2009...

acho que não mereço.

domingo, 14 de dezembro de 2008

2006 foi o melhor ano.
2008 foi o pior, independentemente do que aconteça daqui para a frente.
2007 foi só uma preparação para 2008 não parecer tão mau como pareceria se eu passasse directamente de 2006 para 2008.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

é inacreditável a força que uma pessoa tem.

compraste o bilhete de metro e ele não passa, ficas irritado, mandas umas asneiradas, é o suficiente para começares mal o dia. o benfica podia ficar em 1º mas empata com o cu-de-judense e não fica, ficas todo lixado, dizes mal da vida. sais de casa à pressa, atrasado, pisas merda de cão, nada te parece pior, não há nada que te possam dizer para melhorar o teu humor. vais a uma entrevista, queres mesmo ficar com o emprego, escolhem outra pessoa, parece o fim do mundo e sentes-te um monte de bosta.

isso é zero.

quando a vida corre mesmo mal... é inacreditável o que és capaz de suportar antes de a primeira lágrima chegar a cair.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

dedicatória #10


a minha cococinela faz anos hoje. somos amigas desde as praxes, fizemos a faculdade juntas. já nos zangámos umas quantas vezes, mas não sabemos viver uma sem a outra. este último ano foi o mais intenso de todos. ela foi a minha família presente, foi a encarnação de tudo o que eu tinha espalhado pelo mundo; era a ela que contava em 1ª mão as coisas boas, as coisas más, as dúvidas, os filmes e telenovelas; foi com ela que vivi as duas primeiras semanas (as mais difíceis), era ela que me aquecia o leitinho antes de dormir e fazia as torradas do pequeno almoço enquanto eu tomava banho (quando era ao contrário refilava sempre porque eu punha pouca manteiga); foi ela que foi comigo ver casas quando eu ainda tinha vergonha de falar portunhol, foi ela que dormiu comigo no meu dia de anos e foi a primeira a dar-me os parabéns, e me ajudou a organizar tudo no dia de aniversário mais solitário que já tive e foi ela que passou a 6ªfeira santa comigo na cozinha de pé a preparar 101 maneiras de fazer bacalhau.





nunca ninguém vai saber a alegria que me dava dia-a-dia quando aquela cara familiar com um sorriso meio tímido entrava pela porta de vidro do laboratório para me roubar para uns momentos ao sol perdidos em conversas, sermões, conselhos e cusquices.

soubemos tudo o que cada uma pensou, fez e sentiu durantes estes longos meses e nunca nada nem ninguém vai poder apagar isso. as bravas partilhadas, o parc güell, os bancos na praça do sol e na rius y taulet, as idas à praia, o IRB, as cool-off sessions, a sala das moscas, as idas para o trabalho de bicicleta (8h45 na esquina da gran de gràcia), os almoços aquecidos no microondas e com guardanapos feitos de papel de laboratório, as saídas à noite sempre frustradas pelo grupo de velhos, tudo isso é nosso.

quando penso em barcelona penso em ti, mas quando penso em ti não penso só em barcelona, percebes? és muito maior que isso. mas barcelona vai ser sempre nossa. é a nossa cidade. barcelona sim, é a cidade do amor.